segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Nas férias acompanhei o mundo via facebook

Normalmente desligo, podia acabar o mundo e eu sem saber, mas desta vez havia demasiadas coisas a acontecer, ele eram os incêndios, ele foi o roubo de Tancos, os gémeos que o nosso menino d'ouro comprou, as férias do Costa, depois foi o vilipendiar em praça pública de Gentil Martins, o outro tipo lá do Canadá ou lá o que era que insistiu em que o seu filho não tivesse género definido, enfim... Mas o que eu queria mesmo dizer é que enquanto ia acompanhando os desenvolvimentos via facebook, volta e meia não resistia a espreitar os comentários. Da porcaria toda que li retenho, além da dúvida típica "mas de que buraco é que saiu esta gente" a nítida sensação de que se os mortos de Pedrogão fossem gays passados dois ou três dias já se saberia o número certo de vítimas, com as ajudas distribuídas e indemnizações dadas às famílias.

(e os tipos que violaram aquela miúda de 15 anos em Birmingham, hum? primeiro um e depois o outro a quem ela pediu ajuda? parece que eram daquela religião da paz, amor e igualdade mas de certeza que isso não teve nada a ver, possivelmente sofreriam de distúrbios mentais, é assim que se diz agora, não é?...)

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Devo andar a sonhar com Fiats 127, é que só pode

Lembrei-me da célebre celeuma acerca do livro escrito pelo José António Saraiva, viu-se na posse de informação que lhe foi transmitida no pressuposto de que a coisa ficasse por ali, gente que confiou nele, portanto, e toca de a usar em proveito próprio, tornando público o que era privado. Em verdade  vos digo que não há ser humano mais reles que aquele que trai, ou ameaça a possibilidade de trair, dá igual, a confiança outrora nele depositada.