segunda-feira, 3 de julho de 2017

Ele é o calor, a praia, as bebidas geladas a acompanhar grelhados, as noites cá fora que se alongam...

De maneiras que venho só aqui perguntar se o dr Costa nos obrigará a pagar outro focus group, depois da bronca de Tancos, ou se ainda vai a tempo de inserir este contratempo no estudo de impacto na sua imagem das mortes de Pedrógão  Grande.

* É desta que ele abandona o sorriso parvo, não é?...
* E a querida Catarina que parece ter acordado do coma e pede responsabilidades quando há dois anos pedia demissões?...

Pronto, pronto, vou já voltar para a minha vidinha, até qualquer dia, sim?

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Eu vinha aqui...

Dizer umas coisas inteligentes sobre isto de se optar por plantar eucaliptos e pinheiros ao invés de carvalhos ou sobreiros, sobre entidades estatais que não limpam matas e privados que fazem exactamente o mesmo nas suas propriedades, já para não falar daquilo dos 50m(?) de distância entre casas e matas, ainda diria duas ou três coisas sobre dinheiros que o Costa recusou da UE que nos permitiriam ter uma frota aérea de combate a fogos, sobre o recuar naquilo da Força Aérea ou os cortes na Administração Interna e de como os Soldados da Paz são enviados para o terreno com parcas condições. Iria rematar dizendo que é uma verdadeira ironia a CML taxar o que taxa para protecção civil e esta não se traduzir em equipamento e como é tão melhor para o bolso dos contribuintes ter de se recorrer a empresas privadas quando é necessário suporte aéreo (que alguém enche os bolsos não tenho qualquer dúvida).
Mas depois vi uma reportagem da Judite de Sousa, empoleirada em cima de um camião queimado, um corpo humano em plano de fundo, fiquei verdadeiramente agoniada e a pensar que ele há gente que nem com o passado aprende, de maneiras que ficamos assim.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Post prometido e muito atrasado

"Picante, não se trata de não ter ficado traumatizada, ainda bem que a Picante é uma pessoa capaz (sem qualquer ligação às capazes) tem uma mente forte, é determinada, nem todos são assim, por variados factores. Se feminista não é menosprezar os homens, não é querer ser superior, e aceitar que há desigualdades porque as há, é querer colmatar esta falha, é querer poder sair sem medos, da mesma forma que os homens saem, não querer ser assediada verbalmente, sexualmente. Não é passar por esta situação e fazer-me de coitadinha, não é passar por situações de rebaixamento e olhar para o lado, e achar que vai ter de passar, que tem que se ser forte. Claro que tenho de ser forte, tenho de ser forte para dizer, não, chega! Não tenho que ser forte para não ficar traumatizada. não tenho de ser condescendente. É isso que vai dizer para a Mini Picante? Para ela olhar para o lado quando for vítima de algum "piropo"? Quando um rapaz for mais agressivo com ela? É isso que vai dizer para o Mini Picante? Que não faz mal ser uma besta com as mulheres porque elas têm é de ser fortes, e não ficarem traumatizadas?"

Ora vamos lá por partes, se é verdade que (erradamente) associo o termo " feminismo" às Capazes desta vida, aos excessos cometidos e a uma vitimização que me irrita, puro preconceito meu, assumo, também é verdade de que tenho a perfeita noção que ainda é mais fácil ser homem, mesmo no mundo ocidental, em que as mulheres trabalham, são financeiramente independentes e pensam pela sua própria cabeça. 
É a mais pura das verdades que há muitas mulheres que, depois de um dia inteiro de trabalho, ainda têm de ir fazer jantar, assim como tratar dos filhos e da casa enquanto os seus machos beta vêem futebol no sofá. É verdade que mesmo no mundo ocidental há mulheres que recebem menos, apenas por serem mulheres, que há mulheres que apanham umas sovas dos maridos, apenas por serem mulheres.
E sim, obviamente que concordo que isto tem de mudar, que há ainda um longo caminho a percorrer, que toda a gente, independentemente do género, credo ou orientação sexual, deverá ter os mesmos direitos e ser tratada com o mesmo respeito.
Aquilo que me separa das mais acérrimas feministas é talvez a forma. Não acho que se chegue lá criminalizando o piropo, acho que só se chegará lá pela educação das novas gerações. E é isso que eu ensino a mini Picantes, a ela que tem o direito de ser tratada com tanto respeito como qualquer outra pessoa, que deve reagir se/quando assim não for. A ele que tem de respeitar, que deverá intervir caso veja uma mulher a ser desrespeitada, da mesma maneira que intervém quando vê um idoso a necessitar de ajuda (na verdade fui mais longe que isso, na sequência de um grupo de colegas lá da escola andar atrás de uma das miúdas a apalpá-la disse-lhe que se alguma vez sonhasse que ele andava a meter as mãos em cima de alguém contra a vontade desse mesmo alguém lhe enfiaria um par de bofetadas antes mesmo de ele saber de onde tinham vindo).
Mas, ao mesmo tempo que lhes digo estas coisas, também sou sensata, conheço o mundo em que vivemos, sei bem que haverá sempre quem prevarique, quem seja mal educado, quem abuse do poder ou força física que tem. Sempre foi assim ao longo dos séculos e, não sejamos ingénuos, sempre será, a verdade é que há pessoas mal formadas, pessoas prepotentes, pessoas perigosas. E vai daí que também ensino mini Picantes a defendem-se de gente mais forte e má. Digo à minha filha que quando um homem se meter com ela, não sejamos ingénuos porque vai acontecer, que não tenha vergonha nem medo, que grite bem alto pedófilo, que as pessoas a ajudarão e quem será humilhado será ele. Digo-lhe que não ande sozinha porque pode ser assaltada ou pior. Não a deixo andar em sítios duvidosos sem um adulto. Explico-lhe que se usa bikini na praia, terá de vestir mais qualquer coisa para ir ao supermercado, que não pode andar de cuecas ou de pijama no meio da rua sob pena de ser alvo de comentários, enfim ensino-lhe que há certos tipos de roupa desapropriados a determinados contextos embora sejam bem aceites noutras ocasiões. Explico-lhe que se usar roupa curta em demasia as pessoas vão olhar, algumas vão ser ordinárias mesmo não tendo esse direito e sendo isso errado. Caramba o mais provável é que isso venha a acontecer ainda que ela use jeans e camisola, mas a probabilidade de que aconteça mais quando usar roupa mais reveladora é grande. Ela terá de saber lidar com isso.
Ensino-lhes que o corpo é deles, que só o deverão dar caso o queiram fazer, que nunca se deverão sentir forçados a fazer nada e que o sexo com amor tem muito mais significado. Ensino-os a respeitarem os outros do mesmo modo que também os ensino a não admitir faltas de respeito.

Anónima, faço os possíveis para que os meus filhos venham um dia a contribuir para um mundo melhor, mais seguro e mais justo. Mas não tenho a menor dúvida de que nem toda a gente é decente, de que continuará a haver perigos, de que as mulheres, sendo fisicamente mais fracas, correrão maiores riscos (tal como as crianças ou os idosos), de que nem tudo é machismo, muitas vezes é só mesmo o mais forte a exercer poder sobre o mais fraco.

(e continuo na minha, quem não quer que se lhe olhe para as mamas talvez tenha mais sucesso se as tapar do que se usar um decote até ao umbigo, mas isso sou eu, retrógrada e antiquada...)

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Selinho Blog em Bom (caramba que ninguém segue as regras)



E agora parece que tenho de escolher cinco blogs para perpetuar este tremendamente magnifico momento de fraternidade entre os habitantes da blogosfera, vai daí que decidi escolher blogs que admiro muitíssimo, na verdade admiro-os tanto que estive para aqui indecisa se não lhes haveria de atribuir o selo de "Blog em Bom" mas eu tinha de escolher um e o Xilre é o Xilre, não sei se me percebem, poderia ficar indecisa entre ele e o Outro Ente, lá isso poderia, mas a Nê facilitou-me a vida e escolheu o Outro Ente (volte, sim? faz cá falta!).

Mas dizia eu que tenho de nomear cinco blogs, de maneira a estreitar relações, fomentando a harmonia blogosférica, pelo que visitarei as suas caixas de comentários informando-os de que estão convocados para este maravilhoso momento de convívio e deixarei este fofinho comentário que, tenho a certeza, será publicado: 
"foste envolvido no movimento "selinho Blog em bom", tens agora vinte e quatro horas para escolher um blog que gostasses de ser, explicando-nos porque é que aquele blog é mesmo um blog em bom e para desafiares mais cinco bloggers para este interessante desafio que pretende promover o convívio entre todos os bloggers, ou então um panda bebé morrerá e todos sabemos que os pandas são animais fofinhos que não merecem falecer só porque alguém não responde a um desafio"
São eles*:

*eu também queria nomear a maçã de eva mas parece que o cantinho dela não aceita comentários de maneira que ficamos assim

terça-feira, 30 de maio de 2017

Picante vai à obra ou não posso ver nada

Palmier! Palmier! E agora? onde é que ponho a televisão?...


A propósito do post anterior

Deparei-me com vários comentadores que me apelidaram de retrógrada, entre outros mimos, por não achar normal que uma mulher venda o corpo em troca de álcool. Caramba, nem é preciso ir tão longe, esta gente acha que as mulheres são livres de se vestirem como lhes apetece e dá na real gana pelo que não há qualquer problema em que se vistam de nuazinhas para ir trabalhar.
De repente veio-me à memória uma situação, cheguei ao escritório num dia em que não era suposto lá ter ido, mas que derivado de situações várias tive de ir, para trazer uns papeis, e lá estava a minha assistente, top cavado e curtinho, barriguinha de fora, chinelos nos pés. Até se encolheu quando me viu, embora não tanto como quando a mandei ir a casa trocar de roupa. A falta de noção e de saber estar é uma coisa tremendamente triste, gostava de ver se esta gente que acha que "o corpo é delas, fazem com ele o que querem", diria a mesma coisa se nessas figuras tristíssimas não estivessem umas estranhas quaisquer mas sim as suas filhas ou mães.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Há quanto tempo não fazia um post sobre feminismo?

Triste é a sociedade quando nos revoltamos com os marotos dos homens, os safados que nos lançam piropos e nos olham despudoradamente para as pernas quando usamos saias demasiadamente curtas, os mal educados que nos lançam olhares lascivos aos generosos decotes mais apropriados para uma saída nocturna que para um dia de trabalho, mas dizia eu que triste é a sociedade que se revolta com estas menoridades e não tece um único comentário a festas de caloiros ou queima das fitas ou lá o que é onde há barracas que oferecem shots às raparigas que acedem em mostrar as mamas ou trocar, eu ia dizer beijos na boca mas a palavra certa é linguados, com outras raparigas para gáudio de várias dezenas de anormais do género masculino. E darem-se ao respeito? Não? Ah!... Já me esquecia, as mulheres são livres, têm direito a usar as mamas de fora, a venderem beijos lascivos, reu beu beu, pardais ao ninho. 
Filha minha e levava era umas bofetadas, daquelas bem aviadas, passava-lhe imediatamente a vontade de vender mamas e beijos a troco de comas alcoólicos à borla.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Dei uma rápida vista de olhos a alguns trinta blogues

Em nenhum vi qualquer referência a Manchester, sinto um misto de náusea, tristeza e revolta quando penso que isto dos atentados terroristas na Europa, perpetrados por extremistas muçulmanos, já se começa a tornar rotineiro. É fácil aos nossos políticos dizer que isto não é um problema de religião, esconder a cabeça enquanto nos dizem para não ter medo, que o que interessa é manter o nosso modo de vida. Afinal nunca são eles a chorar os filhos e pais mortos, não é?

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Isto anda tudo ligado

Desde os primórdios do blog que tenho algumas comentadoras que não gostam nada do que escrevo, que isto quem não gosta não é obrigado a ler, que eu tenho é de escrever sobre as coisas cá da minha vida, como se a mim me apetecesse espalhar a minha rica vidinha nos blogs, que gozar a exposição alheia é que não, olha a malvada da Picante sempre a rir do próximo, de certeza que é uma velha seca que não tem sexo porque ninguém lhe pega. A mim sempre apeteceu publicar e responder a este tipo de comentários, nem sequer lhes dava a resposta mais óbvia, que podiam fazer aqui exactamente aquilo que (me) criticavam, bastaria não me lerem para serem muito mais felizes. Adiante. 
Só quando a autora do Quadripolaridaes e logo depois a Maçã de Eva acharam que tinham descoberto a minha identidade e consequentemente fizeram uma espécie de chantagem nada subliminar a ver se me calavam, coisa mais feia  senhores, é que começaram a deixar por aqui comentários mesmo odiosos. A coisa passou, as senhoras lá perceberam que me estou nas tintas para o facto de o resto do mundo saber o meu verdadeiro nome e os comentários anónimos também acalmaram. Recomeçaram há coisa de uns meses, final do Verão para ser mais exacta. Engraçado terem recomeçado numa altura em que praticamente deixei de alimentar o Picante, quer por falta de tempo, quer por falta de paciência, a verdade é que cada vez acho menos graça à blogosfera e entre vir aos blogues ou ver uma série escolho sempre a última. Engraçado ter calhado logo agora em que praticamente abandonei os meus temas favoritos í.é. as minhas queridas Rosinhas . Nem é que os comentários me aborreçam, não estando para lhes responder limito-me a eliminá-los e pronto. Mas ando aqui num desassossego e numa aflição que me consomem, praticamente nem durmo, quem me terá tamanha raiva, caramba? Logo agora que pouco escrevo...

terça-feira, 9 de maio de 2017

Note to self

Uma rápida pesquisa pesquisa pela bloga permitiu-me identificar uma gravíssima lacuna, ele há um enorme nicho por preencher no que toca ao aconselhamento dos leitores em relação à sua forma de se apresentar em público. Estou para aqui a pensar em fazer uns posts muito lindos acerca da melhor forma de usar jeans e t-shirts, por exemplo. Ou sabrinas. Ou mesmo como estender a toalha de praia. Vai ser um sucesso, tenho a certeza.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Picante pergunta

Que raio de mecanismo é que faz uma pessoa condenar violentamente um acto mesquinho, maldoso, whatever, a outrem e não se inibir de, posteriormente, fazer exactamente o que tão violentamente criticou? 
Fico sempre de boca aberta, caramba. Mas esta gente achará que tem um estatuto especial? Os outros são energúmenos mas elas já podem?...

terça-feira, 2 de maio de 2017

E o fim de semana prolongado, Picante?

Funções, equações, áreas de papagaios, losangos e trapézios, lal, lll e ala, números racionais, operações com potencias. Isto tudo e muitos gritos. Uma alegria, portanto. Salvaram-se as douradas, os secretos e o vinho alentejano, felizmente a adolescência ainda não tem qualquer efeito nefasto nas nossas refeições.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Alive and still kicking

Em tempos li no facebook um post de alguém que apenas dizia o seguinte:
" a vida resolve-se sozinha mas é o caralho"
Na altura ri-me, agora sinto-me muito solidária. Até ao meu regresso, sim? Tenham um bom feriado.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Dúvidas, a minha vida é isto

Não sei se fale sobre aquela vez em que beijei o professor Cavaco Silva, se daquilo dos estudantes lá em Espanha ou se do comentário que tenho aqui para aprovar e ainda não sei que destino lhe dê. É tão estúpido que daria um post razoavelmente divertido, assim me apeteça escrevê-lo. É certo que também poderia falar de comentadores que acham saber o que vai na alma dos bloggers de quem gostam mas isso far-me-ia suspirar, provavelmente a vocês também. De tédio, acertam sempre ao lado,
De maneiras que é isto, estou para aqui cheia de dúvidas, talvez não escreva mesmo nada.

terça-feira, 4 de abril de 2017

Acabou de acontecer

E lá estava ela, irritadíssima, feições alteradas, a gesticular, automóvel em contramão, parado na minha faixa de rodagem. E lá estava eu, sorriso nos lábios, enquanto aumentava o volume da música o suficiente para não lhe ouvir a voz, pé no travão no último instante, aquele instante que significa a diferença entre bater ou não, e lá continuou ela a gesticular, muito zangada porque eu não fazia marcha atrás para ela poder usar a minha faixa, e eu continuava a sorrir e, em verdade vos digo, não há nada que me divirta tanto quanto deixar alguém a gritar sozinho.

quinta-feira, 30 de março de 2017

Isto anda tudo ligado

Estava eu a dar uma volta pelos blogs, mais especificamente por Tanganica, quando me deparo com uma recomendação, não sei o quê sobre o melhor post da manhã, ou lá o que era. Carrego no link e vou dar com a minha querida afilhada a dissertar sobre a problemática da estupidez, coisa sempre muito pertinente que infelizmente se reproduz como os coelhos, cada vez encontro mais gente parva convencida de que é a última Coca Cola do deserto. Li o post com muita atenção, sorrindo com a indignação da Nê perante o desprezo do ignorante pelo conhecimento, já deixei de me aborrecer com essas menoridades, mas dizia eu que enquanto a Nê falava sobre a importância do método, e se ela fala senhores!, de repente me veio à memória uma conversa recente que tive com um dos progenitores lá daquele ginásio que a minha filha frequenta, onde é torturada quatro horas todos os dias.
A título de preâmbulo, adianto que a senhora é uma desportista falhada, queria muito ter feito ginástica e teve de se contentar com uma espécie de ginástica. Vê na filha, uma miúda com algum jeito mas é que é mesmo só isso, algum jeito, não sei se já disse, a próxima Biles e tem objectivos muito claros para a criança. Ela.
Pois que a Matilde se lesionou, está há quase seis meses sem treinar e a coisa está longe de estar perto de se resolver. Em virtude disso (eu tenho as minhas teorias sobre o acompanhamento médico que a miúda teve mas isso agora não interessa nada), dizia eu que em virtude disso a Matilde não só não progrediu como foi ultrapassada por outras ginastas, uma das quais mini Picante que está a evoluir a uma velocidade que nunca pensei ser possível. Daqui não viria mal nenhum ao mundo não fosse a mãe da criança achar que a prática de ginástica, a este nível, só vale a pena havendo objectivos claros de integração na selecção com consequente experiência internacional. E dado que  a coisa se afigura cada vez mais improvável, digo eu que sou uma incorrigível optimista, disse-me o que já tinha dito à filha, que a ginástica para ela estava acabada, que andava ali a perder tempo e o melhor era escolher outra coisa. Assim mesmo, com a delicadeza de uma besta.
Ora eu que não tenho nada contra objectivos ambiciosos, muito pelo contrário, acho muito bem que as miúdas sonhem com as olimpíadas. Acontece que também acho avisado que elas tenham a noção da realidade e vai daí que vou doseando a coisa, é aquilo das quedas amparadas, sempre a decepção será menor. 
De maneiras que lá estava eu a dizer que não, que a ginástica podia valer muito a pena só pelo gozo da evolução, de fazer mais e melhor, de competir contra elas próprias numa óptica de "isto ainda não está perfeito, embora aí tentar mais um par de vezes". E lá me contrariava a mãe da Matilde, que não, que ou era a sério ou não valia a pena, que não entrando na selecção o melhor seria desistir já. E não adiantou de nada explicar que os objectivos têm de  ser das miúdas, que elas ficam felizes pela evolução e aperfeiçoamento, que conseguir entrar na selecção é só a cereja em cima do bolo, que isto lhes ensina persistência, resiliência, perfeccionismo, organização, foco e mais um sem número de coisas, que enfim, o resultado é o que menos importa, em causa está apenas e só o processo (vês, Nê? O processo!...).
Não serviu de nada, claro. A mãe da Matilde subitamente ficou de cenho franzido a ver o novo esquema de trave de mini Picante, olhos muito fixos na série de flics que a miúda acabava de aprender a fazer, foi até bastante mal educada.
Resumindo, o que eu queria mesmo dizer é que estou com a Nê, a matemática comanda a vida e cada vez mais me falta paciência para gente estúpida.

terça-feira, 21 de março de 2017

Porque lês blogs, Picante?

Porque, em lendo blogs, fico a saber que há quem leve isto das maratonas tão a sério que resolva ir correr com lesões no joelho.
(as boas notícias são que a Teresa do Ran Tan Plan voltou a escrever, sempre há uma ou outra novidade pela blogolândia)

quinta-feira, 16 de março de 2017

Nunca serei alguém nisto dos blogs

A vossa Picante toma duche todos os dias. No verão duas vezes ao dia, muitas vezes no inverno também, basta que vá correr, a hipótese de sair de casa sem duche é coisa para me deixar com o nervoso.

(e os dentes? será que lavarão os dentes todos os dias?...)

terça-feira, 14 de março de 2017

De todas as coisas hilariantes

A mais cómica será assistir à indignação das pessoas que escarrapacham a sua vidinha nas redes sociais e se incomodam com o facto de terem estranhos a opinar sobre aquilo que elas próprias contam a desconhecidos.
Como diria mini Picante... coisas!

quarta-feira, 8 de março de 2017

Entre 1926 e 1974 as pessoas não podiam debater tudo o que queriam debater, acho que se chamava a isso censura, tinha qualquer coisa a ver com fascismo, não sei

Em pleno ano do Senhor de 2017, a perigosa esquerdalha, faz pressão sobre o reitor de uma Universidade estatal para cancelar uma conferência, por achar que o grupo que a organiza é colonialista, racista e nem sei mais o quê. A dita conferência, “Populismo ou Democracia: O Brexit, Trump e Le Pen”, seria feita por Jaime Nogueira Pinto. Seria. Já não vai ser porque em AG vários estudantes fofinhos consideraram o tema inadequado, surgiram ameaças de violência e a reitoria decidiu ceder às pressões dos estudantes fofinhos.
No meio deste escândalo todo só tenho uma dúvida - caso tivessem sido membros do PSD ou JC a fazer esta mesma pressão a perigosa esquerdalha estaria aí aos gritos a chamá-los fascistas, não estaria? A gritar que a revolução conquistou o direito à liberdade de expressão? Era isso, não era?...

Mais aqui e aqui

quarta-feira, 1 de março de 2017

Picante também fala de si na terceira pessoa ou a "gaffe" de Picante

A Picante hoje acordou maldisposta derivado das parcas horas de sono de que pôde usufruir. Aborrecida que estava a Picante de ter de fazer as coisas que tinha de fazer, que isto a vida é como é e até a Picante tem de trabalhar para poder desfrutar do que pode desfrutar, mas dizia eu que Picante estava enfadada e vai daí que Picante resolve abrir o blogger, qual não é o espanto de Picante quando se depara com um extraordinário e erudito post.
Picante ficou indecisa. Reformulo: Picante está tremendamente indecisa e não sabe do que gosta mais, se daquilo da papa cor de rosa no cérebro com toda a arrogância e pedantismo que a coisa implica, se da finura das bolinhas do motorista ou se, last but not the least, disto de falarmos de nós na terceira pessoa. Que maravilha de escrito! Picante decide fechar a lista de leitura e não ler mais nada, afinal tudo o que viesse saberia a pouco depois desta pérola de finíssima literatura. Picante está maravilhada.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

O drama, a tragédia, o horror

E pronto, diz que é oficial, tenho um adolescente em casa, um teenager portanto. Ajudai-me Senhor.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Picante faz um update àquilo do bolso de trás

Acabei de encomendar um novo ICoiso. O antigo continua imerso em arroz. Mudo. Ontem quando o tentei ligar tinha arroz dentro da abertura onde entra o carregador, tive de andar lá a remexer com um clipe. Não me parece que tenha salvação, paz à sua alma.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Picante pergunta

Quanto tempo é que o telemóvel tem de ficar dentro de arroz, mesmo?
Caramba... Tantos anos de telefone e nunca me tinha acontecido aquela situação do bolso de trás, acho que foi aquela praga do post anterior, estou amaldiçoada, minha Santa Teresinha, e agora?...

(podemos ao menos tirar o cartão? Ou nem isso?)

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

As terrible mums

Eu, caso me tivessem obrigado, em criança, a posar horas a fio, sempre vestida à domingo, qual Nancy festivaleira, também era menina para fazer umas valentes birras, atirar-me para o chão a espernear e não respeitar os "não", "está quieta" ou "agora sorri" da minha mummy mai linda. Devem ser muito divertidos, aqueles passeios em modo reportagem fotográfica, pois não devem?

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Picante também partilha os desassossegos do fim de semana

A pessoa enfia-se no seu potente automóvel e a pessoa começa a ir para onde tem de ir, eis senão quando a pessoa  ouve um barulho esquisito e pensa que não, que está a imaginar. Nova paragem e ao arrancar de novo o demo do barulho, a pessoa desliga o rádio e nada de barulho. A coisa repete-se umas três vezes até a pessoa se aperceber que o tal do barulho apenas se ouve quando o automóvel arranca. É um barulho muito zen e calmante, a porra da piscina que se ouve dentro do meu potente automóvel. A pessoa telefona ao seu mecânico completamente em pânico, no livro de instruções  não há qualquer referência a piscinas ou banheiras cheias de água dentro do automóvel, estimado mecânico confirma que sim, que a pessoa tem razão, foram as folhas que entupiram não sei o quê por onde a água sai, que não tem problema nenhum, que ainda não está completamente entupido, se estivesse teria os pés debaixo de água. 
O meu automóvel vai amanhã ter com Pedro, o estimado mecânico. Espero que até lá não chova.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Exposição desnecessária

Mães que vêm para a internet dizer quão ridículos são os comportamentos dos seus filhos adolescentes.

(caramba, também cá tenho adolescentes, tanto material para posts risíveis e eu a insistir em manter os assuntos entre portas, tantas gargalhadas e ingerências que vocês poderiam fazer acerca de mini Picantes e eu aqui, com estas ideias parvas sobre privacidade...)

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

De todas as coisas que não percebo

É o que levará alguém adulto a fotografar-se em cuecas para as redes sociais, prantando orgulhosamente as bonitas selfies e expondo, algo despudoradamente, aquilo que a sociedade considera dever estar tapado ao olhar estranho. Fico sempre a pensar que raio de chip é que se terá avariado, se será gente que também achará normal dar uns "amassos" em público, que tipo de ensinamentos transmitirão às gerações futuras sobre intimidade, privacidade ou resguardo. Acabo sempre por encolher os ombros e deixar escapar um sorriso condescendente enquanto penso que o único resguardo que deverão conhecer será aquele que colocam entre os lençóis e colchão, ele há coisas que nunca irei compreender.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Aos tipos da Padaria Portugesa...

...não bastava ter aqueles Pães de Deus que parecem nem sei quê, um pão de borracha e uns croissants que deviam ter outro nome de tão maus que são. Não, os tipos da Padaria Portuguesa ainda gostariam mesmo era de alterar o limite de horas de trabalho, pôr os funcionários a fazer mais horas extra e não sei quê.  Os tipos da Padaria Portuguesa ainda por cima são ignorantes, nem devem saber que já existe isso da isenção de horário, eu sempre a tive, acontece é que também sempre recebi bem por a ter. Os tipos da Padaria Portuguesa precisam urgentemente de contratar um RP, eu se fosse sócia daquilo proibia o tal do Nuno Carvalho de falar em nome da empresa. Ou isso ou haveriam de equacionar mudar o negócio para a Índia ou assim.

Era um pano encharcado nas trombas nos juízes que também é coisa pouca e não deve ser considerado violência

"Neste caso em específico trata-se de um casal que viveu em união de facto durante oito anos, iniciando-se em 2015 o relato dos abusos. Entre os factos provados, estão agressões físicas e verbais como acusações por parte do arguido à vítima de relações extraconjugais, empurrões e apertos no pescoço.
Os relatórios médicos referidos no acórdão apontam que a vítima sofreu um traumatismo abdominal e dores na região supra mamária, resultado das ofensas físicas.
O coletivo de juízes, composto por Maria Filomena Soares e João Amaro, referiu que para o crime se considerar de violência doméstica é necessário que exista um grau superior de consequências que afete a dignidade pessoal da vítima, não bastando uma série de crimes cometidos durante uma relação afetiva para que maus-tratos passem ao crime de violência doméstica."

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

De quando em vez autorizo a minha dona Joaquina a convidar as suas congéneres




E depois elas ficam para ali, com aquelas conversas lá delas, que a Maria Ivone anda por demais de rabugenta, sim que ela nunca foi lá muito boa rês, que a pobre Rosalinda nunca mais foi a mesma desde que o Joaquim se encantou pela Maria das Dores, uma desavergonhada a Maria das Dores, que a Etelvina não sei quê, e continuam tremendamente animadas, entre risinhos, fazem-me sempre lembrar isto aqui dos blogs.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Picante também faz um post sobre as eleições americanas

Um pouco por todo o lado as mulheres uniram-se, indignadas, contra o machismo e políticas de Trump, aqui para nós o tipo não passa de um burgesso mal educado mas enfim. Talvez não saibam que a marcha inicial, de Washington, foi organizada por Linda Sarsour, uma fulana apologista da sharia, com ligações ao Hamas, um grupo terrorista, portanto. E esta, hum?

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Porque leio blogs?

Porque, em lendo blogs, aprendo que é totalmente imperdoável dizer que a felicidade engorda, coisa mais feia e pobrezinha, fazer uma piada fácil a propósito de banhas, isso é que não! Onde já se viu? Em lendo blogs fico também a saber que prantar a fotografia de um Mula Velha tampouco é admissível, que isto aqui na blogolândia os habitantes são pessoas tremendamente educadas e sociáveis, tratam-se todos por minha querida ou minha boa amiga.
Mas, em compensação, podemos dizer asneiras em línguas estrangeiras, sempre nos dá um certo ar intelectual, afinal quem sabe línguas é porque estudou e deve saber das coisas, aqui nos blogs podemos chamar "cunt" a alguém que isso apenas nos trará uma aura levemente divertida e tremendamente sabedora.
Eu também sei uns nomes giros em estrangeiro, gilipollas, por exemplo.

De pais para filhos

Aos seis anos a vossa Picante dizia "camisola de interior". Invariavelmente a senhora minha mãe respondia que lá para os lados de Portalegre não havia camisolas específicas, que provavelmente as meninas de lá usavam uma camisola interior, parecida com a minha, semelhante... vá, que a mãe mandava vir as nossas roupas de Paris*.
Mini Picantes também diziam "camisola de interior", quando eram pequeninos. Mas depois cresceram.

*Em 3, 2,1...

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Rir é o melhor remédio

Primeiro foi a Palmier, muito doentinha, que quase nos abandona e deixa entregue à nossa triste sorte de bloggers numa blogolândia pobre e triste. Depois a Nê que se pôs a relembrar velhos tempos de risota, aqueles eram os tempos em que nós quase chorávamos a rir por se dizer "merda" no canal um. E depois... Bom... depois deixo-vos com isto:

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Coisas realmente importantes

E entretanto Marrocos foi o primeiro país muçulmano a proibir o uso da burqa. Dizem eles que estava por trás do aumento da criminalidade, preferiria eu que fosse por causa daquela coisa de somenos importância que são os direitos da mulher. Mas é um avanço e todos os avanços têm de ser celebrados, celebremos pois.

Um dia faria um repost ou, não torno a voltar ao assunto Filipa


Foi este o post que fiz e que tanto ofendeu a Filipa Brás. Se carregarem no link verão os comentários horríveis que deixei que fizessem a seu respeito. Tentei resolver a coisa em privado mas tal revelou-se impossível.
Filipa, podes continuar a acusar-me de deslealdade, de cinismo, de querer mudar a tua linha editorial, o que quer que seja isso de linha editorial, podes continuar a deturpar o que escrevo, insinuando que faço as pessoas crer que viajo quando me limitei a editar um post que apareceu fora do sítio, podes continuar a criticar-me por gozar a publicidade encapotada ou os babyblogs (aconselho-te memofante), podes continuar a insinuar que eu me auto-comento em modo anónimo, ou que faço posts a atirar para o ar por não ter coragem de dizer a quem se destina o que escrevo (memofante outra vez), podes continuar a chamar-me sonsa, a dizer que isto é um pardieiro, continuar, enfim,  a insultar as tuas ex-blogoamigas de uma vida, umas mais que outras. Vais ficar a fazê-lo sozinha, em verdade te digo que eu não sei, nem quero, lutar com este tipo de armas, além de não ter o menor desejo de o fazer na internet e muito menos com uma pessoa que em tempos me foi querida
E isto é tudo o que eu tenho a dizer, foi a última vez que tornei a este infeliz assunto. Afinal isto são só blogs e servem é para nos divertirmos.

Por razões óbvias este post está fechado a comentários.

domingo, 15 de janeiro de 2017

Ainda dormes?

Está escuro, lá fora, levantas-te e ligas o aquecimento central enquanto pensas que por estes dias tens ligado o aquecimento central todos os dias, vais achar um desperdício quando vier a conta do gás, encolhes os ombros e pensas que está demasiado frio para te preocupares com minudências e enfias-te no duche, sabe-te bem a água bem quente a bater na pele, quando acordas o mais velho já a casa está a uns simpáticos vinte e dois graus, ele salta da cama enquanto resmunga que o deverias ter acordado mais cedo, que o despertador não tocou e mais não sei o quê, sorris e vais para a cozinha, sumo de laranja, pão quente a estalar acabado de sair do forno, papas de aveia e café fumegante acabado de moer. Sais de casa ainda escuro, seis graus, uma maravilha, páras o automóvel e ficam os dois por uns momentos, de mão dada, a ver o dia nascer, o céu começa a encher-se de tons alaranjados muito lá ao fundo, "o meu primeiro nascer do sol, mãe! Que bonito!...". Só no ponto de encontro é que te apercebes que estás meia hora adiantada, quando chega a carrinha que o deixará em Coimbra já o dia é quase dia, dás-lhe um abraço apertado e um beijo e dizes que gostarias de lá estar, o diabo do rapaz preferiu ir na carrinha, que era mais divertido, não sei quê do espírito de grupo, responde-te que vai perder, que este é só para ganhar "calo", que haverá muitos mais, está a crescer o teu rapaz. Quando voltas a casa e estacionas decides fazer um bocado de exercício, afinal saíste equipada, o joelho não te deixa correr mas podes andar num quase trote rápido, inspiras o ar gélido da manhã mas já não sentes frio, é tempo de um segundo duche e de um novo café. E tu? Ainda dormes? Bom dia!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Nos blogs também

Descobri recentemente que existe uma doença denominada síndrome de Hulk. Os pacientes desta grave maleita são bastante agressivos, sem que para isso haja uma razão evidente, estão sempre irritados e transpiram raiva. Dizem os cientistas que a culpa é do cérebro que é pequeno. Nada que me surpreenda.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Note to self

Obrigar mini Picantes a levantarem-se quinze minutos mais cedo, todos os dias. E a deitarem-se quinze minutos mais cedo, também.
Perco horas de vida por começar as manhãs aos gritos, todas as manhãs é a mesma coisa, isto de eu andar aos gritos..."Despachem-se! Comam! Vão calçar-se, já! Vistam os casacos! As mochilas? Despachem-se, vão chegar atrasados! Rápido para o elevador! Os lanches? Não interessa, compram na escola. Eu disse para se despacharem, é sempre a mesma coisa, vão chegar atrasados!... dá-me cabo da pele, esta situação de todos os dias um chegar dois minutos antes do toque e outro quando está a tocar.
Teletransporte. Teletransporte é que era.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Uma mesa por dia nem sabe o bem que lhe fazia



(estou capaz de me habituar a isto, talvez faça um workshop sobre a arte de bem pôr a mesa, afinal falamos de serviços para cima de 1.000.000.000.000.000 euros...)

Desejos Picanteanos para 2017

Um blog masculino que me faça suspirar forte.
(que me faça rir, vá...)

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Pérolas a porcos, é o que é

A pessoa vem de um dia de trabalho intenso e tremendamente produtivo, janta, manda as crianças para a cama e hesita entre abrir o computador e dar uma vista de olhos apressada aos do costume ou atirar-se para cima do sofá e ver o episódio seis da segunda temporada do Quantico, pensa que tem ali meia dúzia de comentários para aprovar mais a costumeira vintena de mails para ler, ainda tem de enviar um mail de trabalho. de maneiras que lá se resolve a pôr o portátil em cima das pernas. Quando despacha aquilo que tem de despachar passa os olhos rapidamente pelo feed, lê as duas primeiras linhas dos posts do dia e decide-se a abrir meia dúzia de blogs, este post chama-lhe a atenção, afinal a pessoa recorda-se de mesmo muitas coisas que se passaram nos blogs há mais de quarenta e oito horas, coisas tremendamente divertidas, magníficas até, qual não é o seu espanto quando, ao ler os comentários, não encontra uma única referência, eu disse única hã? atentai bem que eu disse única. mas dizia eu que não encontra uma única referência a essa epopeia gloriosa, sem dúvida o acontecimento mais bonito que algum dia a blogosfera  presenciou. Como é possível seus desnaturados? Ignorarem pérolas destas?

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Já tive inícios de ano mais auspiciosos

Acabei de verificar que as minhas calças encolheram todas. Deve ser da humidade ou isso. Este tempo anda tremendamente húmido.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Acabei de decidir

Que, este ano, vou ter uma palavra do ano. "Esquecer" vai ser a minha palavra para 2017. Eu, que tenho uma memória de paquiderme, tenho um problema terrível com isto de esquecer as pessoas do passado, nomeadamente as pessoas que não quero ou não posso ter no meu presente, A verdade é que se poucas são as separações sem mágoa ou ressentimento, também é verdade que rapidamente esqueço a mágoa. E se não é má coisa isso de esquecer mágoas, o mesmo não se aplica aos actos que a causaram. Vai daí que frequentemente dou comigo a recordar momentos altos com um sorriso nos lábios, quase desejando trazer as pessoas de volta, que eram tão fantásticas, inteligentes e fofinhas, esquecendo tudo o resto. E isso é que não pode ser que as pessoas não são pretas ou  brancas, boas ou más, mas sim de uma miríade de tonalidades cinzentas.
E agora estou para aqui meio indecisa, logo eu que costumo ser de rápidas decisões, não sei se será melhor esquecer as pessoas juntamente com as mágoas, se lembrar o pacote completo. Talvez isto de ter palavras do ano não seja muito boa ideia, afinal de contas. Pelo sim pelo não talvez seja boa ideia deixar de ler cartas antigas, as tais que de volta em vez têm a capacidade de me deixar de sorriso nos lábios.