sexta-feira, 22 de setembro de 2017

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Das coerências

Li algures, no FB, que vai sair de Lisboa, uma das cidades mais gay friendly, o que quer que isso seja, mas dizia eu que vai sair de Lisboa um paquete onde só entram gays. 
E agora pergunto eu. Que acham os meus amigos que aconteceria se este mesmo cruzeiro, ao invés de ser restrito a gays, fosse restrito a casais hetero? Hum? Era outra vez uma festa, verdade? Censuravam o cruzeiro, à semelhança do que fizeram com o livro, verdade? Quer isto dizer que vivemos numa sociedade onde está certo discriminar toda a gente excepto gays, trans, ciganos, muçulmanos e afins? Esses são intocáveis, isso eu sei. É que ou este cruzeiro é um claro caso de discriminação ou eu não percebo nada de discriminação.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Apesar do atraso Picante ia falar da confusão dos livros para meninas e meninos e de como aquilo os iria traumatizar condicionando as meninas a ser empregadas de limpeza e os meninos a trolhas

Acontece que a minha muito querida blogoamiga Mirone me estragou o post, deu em primeira mão a novidade de que a Jonh Lewis aboliu as secções menina e menino, passando a ter uma única seccão. Acresce à coisa que este post foi iniciado a semana passada, oras na semana passada fiquei a modos que estendida à beira da piscina com uma contratura nas costas, a coisa foi tão má ou tão boa que me reteve no Algarve uma semana para além do suposto, visto que a vossa Picante estava incapaz de se sentar e conduzir até Lisboa. Ele há locais piores para se ter uma contratura, isso é verdade, não me posso queixar e não me queixo, mas o que eu queria mesmo dizer é que a semana passada não me apeteceu escrever, tive uma contratura, não sei se já disse, e a verdade é que já se me varreu da ideia o que queria dizer sobre a importante temática de termos um governo que não se inibe em censurar livros. Mas isso agora também não interessa nada porque entretanto a Coreia do Norte, esse democrático regime que foi saudado pelo PCP na festa do Avante, lançou mais um míssil e houve novo atentado em Londres, muito provavelmente em nome daquela religião da paz.
Ah! E as Rosinhas descobriram a grande novidade que é o OLX.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Das borrachas selectivas

"O primeiro passo para liquidar um povo é apagar-lhe a memória. Destruir os seus livros, a sua cultura, a sua história.
Depois, arranjar alguém que escreva novos livros, fabrique uma nova cultura, invente uma nova "história".
Em breve, a nação começará a esquecer-se daquilo que é e daquilo que foi."

Depois de a estátua de General Lee ter sido vandalizada por meia dúzia de mentecaptos, imbecis, fanáticos, ignorantes e outros mimos que tais, não me lembro de nada mais simpático com que os possa apelidar, a vossa Picante vem sugerir a destruição de uma série de outros monumentos que ofendem a sociedade por nos lembrarem tempos racistas, xenófobos, machistas, nazis ou o raio que parta esta gente que agora deu em querer apagar a história por a mesma não ser politicamente correcta e/ou ofender as sensibilidades dos borboletinhas. Estão prontos? Ora então vamos a isto:
Padrão  dos descobrimentos
Mosteiro dos Jerónimos
Castelo de Guimarães
Torre de Londres
Trafalgar Square
Todo e qualquer campo de concentração (afinal o holocausto não existiu, foi uma invenção dos israelitas, esses grandes malandros)
Kremlin (aposto que por esta não esperavam, mas como os comunistas foram os maiores assassinos de toda a história, devem concordar que se elimine toda e qualquer referencia à revolução de dezassete...)
Ponte Salazar

Continuamos?...

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

As coisas são como são

Este ano ninguém prantou aquelas fotografias tremendamente belas de pezinhos dentro de água transparente ou de mãos sapudas a segurar bolas de Berlim.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Houve mais um atentado terrorista na Europa? Nada temeis, Picante ensina como proceder

Depois de Madrid, Paris, Londres, Bruxelas ou Nice seguiu-se Barcelona e não sei o quê na Filandia. Por esta altura o protocolo já deveria ser sobejamente conhecido por todos. Mas, no improvável caso de se olvidarem, a vossa Picante mostra o caminho da luz.

Artigo 1º
O cidadão caucasiano ocidental deverá fingir que não sabe que o atacante é muçulmano. Quando finalmente a comunicação social revelar a religião do atacante o cidadão ocidental deverá simular genuino choque e surpresa.
Artigo 2º
O cidadão não associará a religião do atacante ao Islão e deverá repetir a seguinte mantra dez vezes:
 - o sucedido não tem nada a ver com o Islão, o Islão é uma religião de paz e amor, isto é um caso isolado fruto de uma mente perturbada, é um indivíduo com perturbações mentais, não é terrorismo e muito menos tem qualquer relação com o islão, não podemos culpar uma religião inteira pelo acto de um demente.
Artigo 3°
O cidadão caucasiano deverá mostrar-se deveras surpreendido ao tomar conhecimento de que o presumível atacante se chama Mohamed ou Assad ou Mustafa ou algo que o valha.
Artigo 4º
Quando a comunicação social não esconder mais que se tratou de um atentado em nome de Allah, o cidadão ocidental deverá racionalizar e lembrar-se de que o terrorismo faz parte do dia a dia das grandes metrópoles, London mayor dixit.
Artigo 5º
O cidadão ocidental deverá acender velas, participar em vigílias ou marchas pela paz e mudar a sua fotografia nas redes sociais, substituindo-a por uma bandeira do país atacado; o seu estado passa a ser um Je suis qualquer.
Artigo 6º
O cidadão deverá repetir exaustivamente que não tem medo e que não mudará o seu modo de vida, enquanto grita que o verdadeiro perigo é a islamofobia.
Artigo 7º
Todos os que pensem que as migrações têm de ser controladas são racistas, xenófobos e islamofóbicos.
Artigo 8º
Começar tudo de novo no próximo atentado.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

O leitor decide

Agora que as férias estão a acabar, começa todo o estimado público a voltar ao trabalho e a ler blogs, faço um daqueles posts polémicos (e podiam ser tantos, senhores, tantos...) em que exagero um nadinha aquilo que realmente penso só para ver a perigosa esquerdalha aos pulos, enquanto espuma p'la boca e me dirige uns insultos? Ou falo de gente cujo ponto alto do programa de férias é comprar mochilas numa conhecida cadeia cujo nome não vou dizer mas começa e acaba em esse e tem um pê p'lo meio? Ou de gente que leva o ano inteiro a enfadar-nos com refeições saudáveis para chegar a Agosto cheia de pressa para mandar as crianças para as aulas e nos brindar com aqueles bocaditos ou manhãzitos ou lá o que é como sugestão de lanche inenarrável para os nossos mais que tudo? Uma mulher a pensar que lhes mandava linguado grelhado com salada de gójis e afinal é isto...