sexta-feira, 18 de maio de 2018

Não bastava ter de levar com as bizarrias das Capazes, agora sou forçada a financiar-lhes os discursos - 73.000€? A sério?

A Comissão para a Igualdade de Género (CIG), que arvorada em polícia de consciências evocou em agosto de 2017 o radicalismo feminista da "Capazes", na cruzada ridícula contra os manuais de atividades da Porto Editora, decidiu agora atribuir 73 mil euros dos contribuintes europeus à mesma organização para preleções de doutrina canhota ministradas por Rita Ferro Rodrigues, a deputada do BE Mariana Mortágua e a deputada do PS Catarina Marcelino, a jovens de vários municípios alentejanos presididos pelo PS e um independente, escolhidas por se tratar - note-se bem -, de "pessoas com as quais as populações se identificam".
Chegamos a um ponto em que nem sequer se disfarça. É à descarada. Mesmo assim, conviria que esta Esquerda, que há tantos anos coloniza paciente, mas persistentemente, as diferentes parcelas do Estado e cria entidades a pensar só nos seus, percebesse que os parcos recursos públicos não existem para instrumentalização das escolas e para a afirmação encapotada da sua visão e agenda política, para além do mais, frequentemente radical nos termos e nos protagonistas. Já agora, que entendesse também que muitos pais deste país têm o direito de recusar que os seus filhos sejam educados por Rita Ferro Rodrigues, Mariana Mortágua, ou Catarina Marcelino, precisamente porque ao contrário da presunçosa justificação avançada, não se identificam nada, mas mesmo nada, com aquilo que significam.
Há até todo um universo parlamentar que faz política em oposição aos diferentes socialismos. São aqueles que não encontram representação na fotografia de propaganda da iniciativa. Sendo que, caso ainda não lhes tenha ocorrido, a expressão preambular que na Constituição diz "abrir caminho para a sociedade socialista", é só um anacronismo, um resquício tóxico do PREC, que não é para levar à letra.
No século XXI, uma democracia verdadeira não é compatível com uma espécie de "Nomenklatura", convencida da capacidade de distribuir arbitrariamente os parcos recursos de quem paga impostos em favor de ativistas políticos e partidários selecionados por serem do BE e do PS, transformados numa nova casta de formadores da juventude. Seria até importante avaliar como é que a CIG gasta o dinheiro, com quem, onde e com que resultados.
O que se está a passar é só mais um resquício de uma fórmula governativa exótica, que sobrepõe a ideologia ao senso comum. E a cartilha que tentam é do século XIX. Está no Manifesto de Karl Marx: "As ideias dominantes numa época nunca passaram das ideias da classe dominante"


Do sempre  enorme Nuno Melo.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Fim de semana dedicado ao desporto

Eu bem que queria comentar aquilo lá do meu Sporting mas a incredulidade é tanta que nem sei que diga, o (des)nível é de tal maneira baixo que ando meio agoniada, depois de ouvir o homem dizer que aquilo foi "chato" mas que tínhamos de nos habituar à violência (lembrou-me o imbecil do Mayor de Londres quando disse que os habitantes das grandes metrópoles tinham de se habituar ao terrorismo), oiço hoje que não se demite e que vai processar Ferro Rodrigues, o nível de loucura é tal que a pessoa não consegue fazer mais nada a não ser abrir a boca de espanto, pelo meio são as escutas e a corrupção, a pessoa pensa na luta de uma série de anos contra a corrupção instalada no Benfica e pronto, torna a abrir a boca, não me sai da cabeça a imagem de um miúdo com feridas na cabeça a chorar e de um homem com idade para ser avô alvo de murros e pontapés. Alguém que corra com aquele energúmeno ao pontapé, o Sporting não merece isto, o futebol não merece isto. Já disse que estou agoniada?
Este fim de semana temos prova de fogo, num deporto que não move euros e até ver sem corrupção, essa é que é essa.

terça-feira, 15 de maio de 2018

Nos blogs é igual

Sempre me diverti com aquela coisa dos porteiros das discotecas, gente que nunca na vida teve qualquer tipo de poder ou reconhecimento, por vezes gente que mal falar sabia e que, de repente, voilà, tem nas mãos a hipótese de não deixar entrar alguém só porque sim. Nos tempos remotos em que era frequentadora assídua das discotecas achava engraçado pôr-me a observar a cena, a forma como o porteiro fingia que não via as pessoas, as pessoas aos pulinhos, a pedir uma migalha de atenção, o porteiro a inchar o peito, orgulhoso da importância desmedida que tinha, as pessoas gratas quando o homem por fim lá pousava nelas o olhar sobranceiro e com ar enfadado as mandava entrar, e elas ali, a cinquenta centímetros de distância.
Só uma vez vi alguém virar-se para o porteiro e dizer-lhe claramente para se deixar de ares, que ou deixava entrar ou não, que não havia paciência para aquilo. O porteiro arregalou os olhos e pediu-lhe cinquenta contos, afinal não estava habituado a ser contrariado.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Decisions

Estou para aqui na dúvida, não sei se fale sobre a onda de ministros socráticos que andam finalmente a contas com a justiça e sobre os muitos que ainda haverão de andar, será que o povo se lembra que Costa era o número dois de Sócrates, caramba? Mas dizia eu que estou para aqui indecisa entre fazer um post muito lindo sobre corruptos aldrabões, quem se deve estar a rir é a Manuela Moura Guedes, Deus a conserve assim corajosa, que foi das poucas que ousou fazer frente ao sistema com os resultados que se viram, ou se fale sobre essa sempre interessante temática que é a correlação entre a infodibilidade e a falta de nível.
Dúvidas... é isto a minha vida.

quarta-feira, 9 de maio de 2018

terça-feira, 8 de maio de 2018

Também li o artigo da Câncio

Fiquei com a sensação de que rameira tem agora um novo sinónimo, não me lembro de ter lido coisa tão hipócrita e nojenta quanto aquilo.

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Si vis pacem, para bellum


Parece que Trump está nomeado para o Nobel da paz. Em verdade vos digo que o merece muito mais que Obama, esse comunicador charmoso que todos adoravam e só fez bodegada atrás de bodegada.

Mas o que realmente me diverte é ver que a campanha dos media contra Trump teve realmente um efeito devastador entre desinformados e ignorantes, alvo facilmente manipulável.


Tende um excelente final de semana, eu vou só ali rebolar no chão a rir, adoro as ironias do destino.

Desavergonhas

De todas as coisas que eu queria saber, a que maior curiosidade me desperta é por onde é que andava a vergonha do Galamba quando optou por avisar Sócrates de que estava a ser investigado. Ou dos ilustres do PS que o defendiam há uns anos atrás. Ou dos que muito convenientemente assobiavam para o lado enquanto o homem cometia abuso atrás de abuso. 
Suponho que este ano o Pai Natal tenha trazido vergonha a rodos, lá para os lados do Largo do Rato, antes tarde que nunca.